O Superior Tribunal de Justiça manteve a pena de 19 anos, 11 meses e 1 dia de reclusão imposta a Elize Matsunaga, negando provimento ao recurso especial que contestava a decisão do Tribunal do Júri. O Tribunal de Justiça de São Paulo também já havia negado a apelação.

Elize foi condenada pelo homicídio qualificado e esquartejamento de seu marido, o empresário Marcos Matsunaga, em 19 de maio de 2012. Ela deu um tiro na cabeça da vítima, que em seguida foi decapitada e esquartejada, e os pedaços do corpo, jogados ao longo de uma estrada, na região da Grande São Paulo.

Para o assistente da acusação que representou a família da vítima, o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, “essa decisão, mantendo pela segunda vez a sentença, é justa, pois o crime foi gravíssimo, atingindo não só a vítima que morreu e foi esquartejada, mas também sua família que sofre até hoje com as consequências dessa morte brutal, além da pequena filha do casal que ficará marcada para sempre por essa tragédia”.

A defesa de Elize sustentou que a pena era muito elevada, que a ré era primária e que não se considerou sua confissão. Ela cumpre pena em São Paulo desde seu julgamento, em dezembro de 2016.

Foto: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

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