Para a privação de direito fundamental da pessoa humana, é indispensável a demonstração da existência da prova da materialidade do crime e a presença de indícios suficientes da autoria, bem como a ocorrência de um ou mais pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal.

Com base nesse entendimento, o colegiado do Superior Tribunal de Justiça decidiu conceder Habeas Corpus a uma pessoa detida com 35,9g de maconha, 7,3g de cocaína e 19,8g de crack.

Ao analisar o caso, o ministro relator Reynaldo Soares da Fonseca, ponderou que “não foram apontados elementos concretos relevantes que demonstrassem uma periculosidade exacerbada do paciente e a imprescindibilidade da medida para a garantia da ordem pública”.

O magistrado também considerou que o paciente é primário e portador de bons antecedentes e com indicação de ocupação lícita e residência fixa. Ele lembrou que o crime em questão não envolveu violência ou grave ameaça. Diante do exposto, o ministro considerou “ser possível o acautelamento por meio de outras medidas mais brandas”.

HC 543.761

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