O governo brasileiro extraditou, na madrugada desta terça-feira (20/8), Maurício Hernandez Norambuena, sequestrador do publicitário Washington Olivetto. Hernandez cumpria pena no Brasil e foi enviado ao Chile, onde pode responder por outras acusações.

A informação foi confirmada no Twitter pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro e pelo presidente Jair Bolsonaro. “Mais um criminoso que se foi. Extraditado com autorização do STF, foi entregue nessa madrugada ao Chile para cumprir as penas, comutada a perpétua para 30 anos, as quais foi condenado naquele país. Brasil não é refúgio para criminosos”, postou Moro.

O criminoso foi condenado a 30 anos de prisão pelo sequestro. O avião militar que o levou de volta ao país de origem partiu do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos-SP. “Vencidos problemas burocráticos entre Brasil e Chile, hoje estamos extraditando Norambuena, sequestrador do publicitário Washington Olivetto em 2001”, escreveu o presidente Bolsonaro em sua conta no Twitter.

No Chile, Hernandez é acusado de ser o mentor do assassinato do senador Jaime Guzmán, em 1991. O parlamentar era ligado ao ditador Augusto Pinochet. Além disso, a Justiça acusa o criminoso de ser um dos sequestradores de Cristián Edwards, herdeiro do grupo de mídia El Mercúrio. Ele militou na Frente Patriótica Manuel Rodríguez e foi preso em 1990, em um presídio de segurança máxima. Mas fugiu resgatado por um helicóptero.

No Brasil, foi um dos sequestradores de Oliveto, que ficou no cárcere por 53 dias. A extradição foi autorizada em 2004 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, de acordo com o entendimento da Corte, o tempo de prisão no exterior não poderia passar de 30 anos, como prevê a lei brasileira. O Chile não aceitou as condições, na época, tendo em vista que naquele país punições como a prisão perpétua e pena de morte são permitidas e previstas para os crimes dos quais Hernandez é acusado. No entanto, agora o governo do Chile aceitou as condições. A família chamou a extradição de “ilegal e arbitrária”.

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