Para a PGR, “as evidências materiais narradas na representação não indicam amizade íntima” 

A Procuradora Geral da República Raquel Dodge arquivou nesta segunda-feira o pedido da Lava Jato para que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes fosse declarado suspeito nas investigações envolvendo Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto) e o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB).

Para a PGR, “as evidências materiais narradas na representação não indicam amizade íntima que possa justificar, sob o critério jurídico-processual, arguir a exceção de suspeição do relator, inclusive porque ele, diante do esclarecimento dos fatos pela Juíza da causa, revogou sua liminar e permitiu o curso regular da ação penal que resultou em condenação a pena elevada”.

Gilmar Mendes (STF)

Na semana passada, a força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná que atua na operação Lava Jato encaminhou pedido para que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, peça a suspeição do ministro do STF Gilmar Mendes em investigações referentes ao ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador tucano.

No pedido encaminhado a Dodge, a força-tarefa alega que Gilmar não pode atuar em casos referentes a Aloysio Nunes em virtude de ligações que tem com ele. Segundo os procuradores, o ex-ministro “buscou interferir em julgamento de habeas corpus em favor de Paulo Vieira de Souza, em contato direto e pessoal com o ministro Gilmar Mendes”.

Paulo Preto e Aloysio Nunes foram alvos da 60ª fase da Lava Jato — o primeiro foi preso e o segundo teve a casa alvo de mandado de busca e apreensão.

Os procuradores queriam impedir que Mendes apreciasse uma reclamação apresentada pela defesa do ex-diretor da Dersa para que as investigações que levaram à prisão dele sejam remetidas à Justiça Eleitoral de São Paulo por suposta conexão com inquérito que mira propinas em contratos da companhia para abastecer campanhas do PSDB. A juíza federal Gabriela Hardt, que cuidava do caso em Curitiba, já manifestou contra o pedido.

Na quarta-feira, Paulo Preto foi condenado a 145 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, por ter comandado um esquema de desvio de mais de 7 milhões de reais que deveriam ter sido destinados a moradores impactados pelas obras do Rodoanel.

Com informações do Antagonista e Terra

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