Decisão foi proferida agora a tarde

Os dois advogados, Elvis. A. S. e Gabriel .M.M, que haviam sido presos na tarde da última sexta-feira (31) tentando repassar uma carta com atualização das ações de uma facção criminosa ao detento Márcio V., conhecido como “Pilha” na Penitenciária Estadual Milton Soares de Carvalho, 470 em Porto Velho, vão continuar sob custódia do Estado. A decisão foi do juiz de custódia, proferida no final da tarde desta sexta-feira.

Segundo o boletim de ocorrência, os dois advogados repassaram o conteúdo ao apenado no parlatório, uma sala da unidade prisional destinada ao atendimento de advogados e clientes.

O ato, segundo a polícia, foi registrado por câmeras de segurança do presídio que mostraram os suspeitos repassando alguns papéis ao preso.

A confirmação veio após um dos servidores da unidade prisional realizar procedimentos de revista no preso, quando foi encontrado, em meio a folhas de processos e extratos de pena, duas folhas com conteúdo digitado, além de fotografias de cartas e duas folhas, aparentemente, escaneadas.

Conforme o condutor da ocorrência, o conteúdo de uma das folhas fazia menção a entrada de “pentes” (serras) e “rádios” (celular) a apenados do presídio 470, a mando de um membro de uma facção criminosa que atua em Porto Velho.

No flagrante, o servidor da penitenciária explicou que os advogados cometeram infração ao participarem ativamente no transporte de informações referentes a planos e fatos já praticados por membros de uma organização criminosa.

Com isso, os dois advogados receberam voz de prisão por associação criminosa e foram encaminhados à Central de Flagrantes de Porto Velho.

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