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Há 60 anos, o STF mudava para Brasília e fechava as portas

Supremo só voltou ao trabalho em junho de 1960.

A pandemia do coronavírus não provocou sobre os trabalhos do Supremo o mesmo impacto que a mudança do tribunal do Rio de Janeiro para Brasília, há 60 anos.

Durante a crise, o presidente do STF, Dias Toffoli, liderou mudanças no funcionamento do tribunal, com ampliação dos julgamentos no plenário virtual e com a possibilidade de julgamentos por videoconferência.

E afirmou que o Supremo nunca fechou, nem mesmo nos períodos mais difíceis da história democrática do País.

Contudo, a decisão de promover a mudança do Supremo para a nova capital no dia 21 de abril – com embates internos, inclusive – levou o tribunal a suspender seus trabalhos por quase dois meses.

No dia 21 de abril, às 9h30, sob a presidência do ministro Barroso Barreto e com cinco ministros ausentes (Ribeiro da Costa, Hahnemann Guimarães, Luiz Gallotti, Rocha Lagôa e Ary Franco), o Supremo era instalado em Brasília.

“Cabe-me, neste momento, a honra excepcional de inaugurar a sede do Supremo Tribunal Federal na nova capital da República doa Estados Unidos do Brasil. Honra que sobremodo me distingue, como magistrado e como brasileiro”, disse o presidente do STF.

“E, de fato, esta obra monumental parece simbolizar – na sua imponência, a magnitude e importância de um dos Poderes da República, a Justiça, em sua cúpula”, acrescentou.

Encerrada a sessão, o tribunal fechou as portas e só retomou os trabalhos normais no dia 15 de junho de 1960. A ata da primeira sessão do Supremo em Brasília, inclusive, só foi assinada pelo ministro Barros Barreto no dia 15 de junho.

Fonte: Jota

Reportagem

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