Julgamento está marcado para começar na próxima quarta-feira, 15. Crime aconteceu em janeiro de 2013

Dois acusados de envolvimento na morte da estudante Naiara Karine irão, novamente, a juri popular na próxima quarta-feira (15). O novo julgamento acontece após o Ministério Público de Rondônia (MPRO) recorrer da decisão que absolveu os réus do crime de estupro. Naiara sofreu estupro coletivo e foi assassinada a golpes de faca em janeiro de 2013.

Em abril de 2016, Richardson Bruno Mamede das Chagas e Francisco da Silva Plácido foram condenados pelo homicídio de Naiara Karine, mas foram absolvidos do crime de estupro.

Após o veredicto, o MPRO recorreu da decisão do júri. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) acatou o recurso e anulou a decisão do Conselho de Sentença que absolveu os réus.

No entendimento dos órgãos de Justiça, “a decisão dos jurados contrariou a prova dos autos”.

A defesa de Richardson chegou a entrar com recursos, mas acabaram negados pelo Tribunal de Justiça, o que foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O réu foi condenado a 14 anos de reclusão por homicídio qualificado em regime fechado.

No caso do réu Francisco, o STJ acatou, em parte, o recurso de diminuição da pena por homicídio, de 9 anos para 7 anos e seis meses, em regime fechado.

Dessa forma, os dois réus só responderão, novamente, pelo crime de estupro.

O julgamento, segundo a assessoria do TJ-RO, tem previsão de início na próxima quarta-feira (15), no 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho. A previsão do TJRO é de que o julgamento dure três dias.

Crime

Naiara Karine foi morta no dia 24 de janeiro de 2013, após sofrer um estupro coletivo praticado por, pelo menos, quatro homens. O corpo da jovem de 18 anos, que cursava jornalismo, foi encontrado em uma estrada conhecida como Linha 15 de Novembro, na Zona Rural da capital rondoniense.

Ela foi assassinada com vários golpes de faca e, segundo as investigações, sofreu violência sexual. O localizador do celular de Naiara ajudou a polícia a chegar ao local do crime horas depois de ter sido dada como desaparecida. Após um mês de investigações, a Polícia Civil caracterizou o crime como sequestro, estupro e homicídio.

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