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Acusado de matar caminhoneiro em Rondônia com pedra de 2 kg é solto para responder em liberdade

Crime foi em maio do ano passado, durante greve dos caminhoneiros. Willians já recebeu tornozeleira e foi liberado de Colônia Penal

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a soltura de Willians Maciel, acusado de matar um motorista com uma pedra de 2 kg durante a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018. Na segunda-feira (18), Willians recebeu a tornozeleira eletrônica e agora passa a responder pelo homicídio doloso em liberdade na cidade de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho.

A decisão de soltar Willians foi do ministro Jorge Mussi, do STJ, e publicada em 14 de fevereiro. Para o relator, não há empecilhos para que o acusado responda o processo fora do presídio, porém é necessário usar tornozeleira eletrônica como forma de medida cautelar.

Depois do alvará de soltura ser expedido, na semana passada, o documento foi encaminhado à Colônia Penal de Vilhena. Na segunda-feira, Willians recebeu a tornozeleira e liberado da cadeia. Ele deve permanecer em casa enquanto responde o processo em liberdade.

Em setembro do ano passado, a Justiça de Rondônia decidiu que Willians seja julgado por Júri Popular em Vilhena. A data ainda não foi definida.

Willians Maciel é acusado de matar com pedrada o caminhoneiro; ele irá a júri popular — Foto: Arquivo pessoal

Homicídio na greve dos caminhoneiros

O caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, foi morto no dia 30 de maio, próximo a um ponto de manifestação na BR-364, com uma pedrada na cabeça. O caminhoneiro carregava madeira e, quando decidiu seguir viagem, foi atingido. Era o último dia de greve dos caminhoneiros.

José Batistela estava em caminhão quando foi atingido por pedra. — Foto: Arquivo pessoal

Segundo a Polícia Civil, a pedra foi arremessada de baixo para cima por uma pessoa que estava em um carro, no sentido contrário da pista, e Willians foi apontado como o autor do arremesso. Ele se entregou no dia 7 de junho e confessou o ataque, mas disse não ter intenção de matar o caminhoneiro.

Conforme as investigações, Willians também é caminhoneiro e estava insatisfeito com o fim da greve da categoria. Após a prisão, a defesa fez vários pedidos de liberdade à Justiça, mas todos foram negados.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) afirma que o réu precisa responder por homicídio doloso, pois a vítima foi surpreendida com a pedra. No ano passado, a defesa de Willians pediu a desclassificação do crime de homicídio doloso para homicídio culposo – quando não há a intenção de matar – e ainda requereu a exclusão da qualificadora.

Do G1

Sobre o autor

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria em comunicação
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